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Elaborar um produto atraente aos olhos do consumidor, com material e tecnologia diferenciada, já é uma rotina na hora de conceber uma novidade para lançar no mercado. Porém, especialistas defendem que o conceito de reciclabilidade deveria partir da concepção dos produtos e não pensada apenas no momento de seu descarte. “Economia circular é rever valores, repensar design de produtos e serviços. As empresas precisam ter equipes multidisciplinares. É preciso desenhar de forma a não gerar resíduos no meio ambiente”, afirmou Beatriz Luz, fundadora da Exchange for  Change Brasil, plataforma global que visa a impulsionar a economia circular no país.

No conceito de economia circular, os produtos são elaborados para ter multiplicidade de uso, ser duráveis e sem geração de resíduos. Os resíduos passam a ser vistos como matéria-prima e os clientes como usuários. “É preciso transformar o lixo em recurso. Temos uma cultura de não olhar para a reutilização, porém é preciso lembrar que não tem planeta para o crescimento esperado para os próximos anos. Por isso, tem que ir para o aterro apenas o que for impossível de ser resolvido antes. O pensamento como um todo precisa mudar”, disse Mario Monzoni, coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O caminho apontado para essa mudança também precisa contemplar problemas de infraestrutura e logística da reciclagem no país. “Cerca de 50% dos municípios não têm um programa claro de saneamento urbano. O trabalho dos catadores de materiais recicláveis também merece atenção toda especial nesse processo quando falamos de economia circular”, concluiu Mateus Mendonça, sócio-diretor da Giral Viveiro de Projetos, empresa de consultoria focada na gestão de projetos de relacionamento entre o mundo corporativo e comunidades.

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