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Enviar produto para os EUA custa oito vezes menos do que para o nordeste do país, diz empresário

O Brasil possui uma das principais empresas fabricantes de pás para produção de energia eólica do mundo, setor que vem se destacando como uma alternativa viável para hidrocarbonetos e atualmente é a forma mais competitiva de energia renovável. Porém, a alta tributação no país, além de elevadas tarifas rodoviárias, portuárias e de cabotagem, faz com que essa tecnologia chegue mais rápido e com menor custo ao solo americano do que à Região Nordeste do país.

Os dados do setor foram compartilhados no Fórum Economia Limpa pelo presidente da Tecsis, Marcelo Soares. A empresa, 100% brasileira e com 21 anos de existência, já produziu mais de 50 mil pás instaladas em todo o mundo. “A energia eólica é inesgotável, não emite gases poluentes, não gera resíduos. E o Brasil tem os melhores ventos do mundo, sem rajadas. Porém, mesmo assim estamos na 10ª posição de energia eólica”, afirma.

Além do alto custo de transporte das pás, que chegam a medir 63 metros, o equivalente a um prédio de 20 andares, Marcelo também citou as péssimas condições das estradas do país, o que torna o transporte desafiador, já que o produto segue de caminhão para a maioria dos seus destinos nacionais. Para enviar de São Paulo para o nordeste, por exemplo, o custo da logística fica entre 10 e 15% do valor da peça. Para os EUA, esse custo é de 12%.

Hoje, a energia eólica abastece mais de 20 milhões de brasileiros (mais de 5% da matriz energética) e a previsão é dobrar essa participação nos próximos cinco anos. “Temos muita demanda pelo produto, principalmente no Rio Grande do Norte e na Bahia, onde a instalação dos parques eólicos traz benefícios à comunidade local ao mudar o status social da região e promover a fixação do homem no campo”, concluiu.

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