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A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país constituiu ação importante para reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis, bem como criou a responsabilidade compartilhada, onde toda a cadeia produtiva é responsável pela gestão dos resíduos. Porém, os desafios para sua implementação, consubstanciados nos acordos setoriais, são grandes, principalmente os relacionados aos investimentos que necessitam ser feitos nessa área.

 

“O Acordo Setorial firmado entre o governo e a indústria de embalagens em geral tem metas audaciosas que contribuem para o aumento da reciclagem do Brasil (22% até 2018) e da coleta diária de material reciclável, que hoje é de 3.800 toneladas. Por isso, precisamos ampliar a coleta seletiva. O prazo para o fim dos lixões era 2014 e, agora, já se empurrou para 2018. O Brasil não pode mais ter lixões”, afirmou Victor Bicca Neto, presidente do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).

 

Um maior fomento para a reciclagem também foi defendido pelo presidente do Sindicato de Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo (Sindinesfa), Valentin Escamila. Segundo afirmou, o Brasil produz um milhão de toneladas de metais por mês e para cada tonelada de aço só 333 quilos são reciclados.

 

Para o representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Roberto Laureano, o governo precisa olhar com mais atenção para os catadores. “A PNRS nos reconheceu, mas ainda é necessária uma política nacional para o setor reciclador, com formalização dos catadores e cooperativas. Fortalecer, capacitar, treinar, para tudo isso é preciso vontade política”, afirmou. Roberto também destacou que é preciso empenho dos governos municipais, no sentido de construir planos municipais de resíduos sólidos, tendo os catadores como protagonistas do trabalho.

 

Um exemplo recente do bom trabalho desempenhado pelos catadores, citado no debate, foi a sua participação na coleta de resíduos durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, ação eleita pela FIFA como a melhor da competição em em termos de sustentabilidade.

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