banner-evento

O olhar das empresas para a sustentabilidade de seus produtos, seu ciclo de vida e todas as nuanças que isso implica foi assunto abordado durante o Fórum Economia Limpa, que trouxe representantes das mais diversas áreas da indústria brasileira. Na mesa de debates que contou com a presença da diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes, do gerente de sustentabilidade da Basf na América do Sul, Emiliano Graziano, e do membro do Conselho Diretor da Abralatas Carlos Medeiros, todos foram categóricos em dizer que é preciso correr contra o tempo para ajustar as linhas de produção na busca de soluções que preservem o meio ambiente.

 

“O preço de qualquer produto comercializado deve embutir os custos ambientais. É preciso que haja um tratamento tributário diferenciado que permita fazer a distinção de produtos que cumpram as metas ambientais. Já existem exemplos em outros países de modelos que poderiam ser implementados no Brasil, para que possamos cumprir toda essa agenda de objetivos ambientais a médio ou curto prazo”, afirmou Carlos Medeiros.

 

Pensar em toda a cadeia, desde a produção até o consumidor final, em termos de sustentabilidade é a chave da questão segundo os especialistas. “O maior desafio é engajar toda essa cadeia no dia a dia”, afirmou Malu Nunes, destacando que o conceito de ecoeficiência, ou seja, uma melhor produção com menor impacto ambiental, deve permear toda e qualquer ação de negócio das empresas. “Só se gerencia aquilo que se mede, com metas claras, desafiadoras. É preciso estabelecer tecnologias, regulações para todo o setor empresarial. É preciso ouvir também o cliente e ver o que ele quer em termos de sustentabilidade e, desse modo, repensar a produção”, complementou o representante da Basf, Emiliano Graziano, lembrando o resultado de uma pesquisa que apontou que 70% da população serão urbana até 2030. “As empresas precisam olhar para esses dados e pensar: como isso influencia no meu portfolio de produtos? Como meus produtos impactarão o meio ambiente? E assim devem oferecer soluções para essa tendência.”

 

A boa notícia é que 2015 foi um ano no qual stakeholders agiram concretamente com o mesmo objetivo no sentido de viabilizar ações mais sustentáveis, de acordo com os participantes da mesa. “As empresas que declaram metas globais de sustentabilidade automaticamente repassam essa preocupação para sua cadeia produtiva e causam uma revolução no mundo. Hoje os produtos têm o mesmo tratamento tributário, sendo sustentáveis ou não. À medida que exista um diferencial, a empresa terá que buscar a utilização de recursos renováveis e, assim, agredirá menos o meio ambiente e afetará menos a condição climática. Trata-se de um conceito moderno e muito claro”, concluiu Medeiros.

forum_economia_limpa_dia1_57