Apresentação

Etapa Salvador (BA)

Etapa Belém (PA)

Etapa Brasília (DF)

2011: Erradicação da pobreza na Economia Verde

O debate sobre a recém-criada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ganhava fôlego às vésperas da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012 (Rio +20), que discutiria a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

A PNRS abriu possibilidades para tornar realidade a atividade econômica do catador de materiais recicláveis e estimular procedimentos para viabilizar economicamente as cooperativas de catadores.

A Abralatas levou esta visão para seu Ciclo de Debates, em três etapas regionais: Belo Horizonte/MG, Salvador/BA e Belém/PA. Catadores puderam apresentar suas contribuições ao debate sobre erradicação da pobreza e receberam sugestões para ampliar a organização em cooperativas e associações, como estabelece a PNRS.

O tema foi ainda tratado na etapa nacional do Ciclo de Debates, em evento realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF. Para que a economia verde realmente possa colaborar para a redução da pobreza é importante pensar a questão do consumo sustentável.

Foi apresentado um estudo mundial sobre consumo sustentável, realizado pela National Geographic, e a questão recebeu a análise de consultores, mostrando a necessidade de pensar a economia verde também nas políticas públicas.

Destaque

PNRS: a visão do setor privado

A implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no país depende mais da articulação das ações setoriais do que de fontes de financiamento, disponíveis e suficientes para o cumprimento dos objetivos e metas. Esta foi a visão apresentada no Ciclo de Debates Abralatas 2011 pelo presidente do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca.

Catadores puderam entender a proposta dos empresários para a adoção da logística reversa de embalagens, que previa triplicar o número e a capacidade das cooperativas em 20 anos e investimentos da ordem de R$ 280 milhões, uma média de R$ 200 mil por cooperativa.

Victor Bicca“O desafio para acabar com os lixões até 2014, ainda é grande pois somente 443 municípios brasileiros (menos de 10% do total) têm alguma iniciativa de coleta seletiva. O Cempre apresentou ao governo um modelo de governança da logística reversa de embalagens, articulando com associações e sindicatos empresariais ou empresas individualmente. Nossa meta é triplicar o número e a capacidade das cooperativas em 20 anos, com investimentos de R$ 280 milhões. E a chance para acelerar a coleta seletiva é a Copa do Mundo”.

Victor Bicca

Presidente do Compromisso Empresarial para a Reciclagem – Cempre

Resultados

Confira todas as fotos do evento

Clique aqui

Para quem trabalha com logística reversa desde sua implantação no país é fácil perceber que a expressão “Economia verde” virou moda nos últimos anos. Diversos setores, preocupados mais com o impacto de sua imagem, aderiram ao conceito de “sustentabilidade” e iniciaram ações neste sentido. Modismo, neste caso, não pode ser considerado algo negativo. No mínimo mexeu com alguns processos, tornou as pessoas um pouco mais preocupadas e engajadas com o tema.

A principal conclusão do Ciclo de Debates Abralatas 2011, entretanto, foi que não há como viabilizar a Política Nacional de Resíduos Sólidos sem valorizar o catador de materiais recicláveis e melhorar suas condições de vida. A lei, debatida pela Abralatas com a participação de governos estaduais e municipais, em conjunto com o setor empresarial e de reciclagem, além de membros do Ministério Público e, claro, catadores, abriu uma oportunidade preciosa para esses trabalhadores que são a peça-chave da engrenagem da reciclagem no país. Daí, concluímos no evento, a necessidade de capacitá-los e envolvê-los no processo de coleta de resíduos sólidos.

A etapa nacional desta edição 2011, realizada em Brasília/DF, confirmou esta tendência brasileira pela preservação ambiental e inclusão social. O país vive uma fase de transição para economia verde e a reciclagem da lata de alumínio para bebidas é um bom exemplo desse novo momento. Também avaliamos a pesquisa que coloca o Brasil na segunda colocação do ranking mundial de hábitos sustentáveis de consumo, uma posição que ao mesmo tempo nos orgulha, mas nos traz ainda mais responsabilidades.

Claro que o “modismo” está estimulando a chamada Economia Verde. Não há mal nisso. O que não podemos deixar – e isso os fabricantes de latinhas sabem desde o berço da indústria – é que o debate termine em mera retórica.

O Ciclo de Debates Abralatas 2011 foi um passo importante para que os atores deste processo de reciclagem compreendam e valorizem o papel do protagonista, o catador de materiais recicláveis.

Patrocinadores e Apoiadores de 2011

Realização Apoio Organização
abralatas mppr

mpeb

ceama

ocb-pa

besceventos